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segunda-feira, 5 de maio de 2008

XENOFOBIA


XENOFOBIA


A uma década e meia atrás quando estava numa fila para fazer a inscrição para um daqueles concursos que o Tocantins oferecia para o quadro geral, diante de tantos supostos concorrentes, alguns me surpreenderam com o cheiro das declarações por eles repetidas com certa dose de descaso, carrancismo, intolerância e altas doses de presunção. Na ocasião apenas me releguei a dar de ombros, afinal todos estavam bastante estressados por ter que permanecer em pé no meio de uma turba de indivíduos sedentos por uma vaga no funcionalismo público tocantinense. A prova veio. Passei, meus amigos também, conhecidos idem, conterrâneos da mesma forma. E seis meses depois centenas, milhares de estrangeiros (nordestinos) aportaram no Estado logo depois de serem convocados a assumirem seus novos empregos, eram professores (na sua maioria) técnicos administrativos e sei lá o que tanto. Que o Tocantins é multicultural disso não tenho duvidas, negar que aqui o sol nasce para todos não podemos, que a livre iniciativa é ensejada e até permitida não se discute, que a justiça social é reinante, não tenho propriedade.
O mais assombroso é que os ecos daquelas palavras, continuam a ecoar, vez por outra, aqui e acolá, saindo das bocas escancaradas cheias de dentes, de velhos e jovens ressabiados com a quantidade de pernambucanos, paraibanos, cearenses e piauienses que, obtendo êxito, nos concursos aos quais se submetem, anos após anos, engordam as fileiras da máquina publica estatal, majoritariamente, dentro da secretária de educação e cultura fazendo dessa, a sua segunda terra natal, já que muitos casam e paulatinamente vêem seus filhos preterindo a buchada em detrimento do chambari. E porque então, alguns “moços” continuam a se perguntar: “Porque o governo não veta os concursos para os não tocantinenses?”. Ora, se da forma que está, fica a desejar, imagine se veladamente assim fosse feito. Onde estaria a educação do nosso estado? Talvez sequer figurasse entre os últimos. O bom de tudo isso, é que essa nuvem xenofobica, além de inerte, é algo limitado aquelas regiões onde o descalabro do desfavorecimento econômico, projeta um individuo, também pobre de espírito e que acaba por vingar um circulo vicioso no qual o despreparo e a acomodação gerada do apadrinhamento político o faz sentir-se injustiçado já que os “caciques” não mais (tanto quanto antes) conseguem fazer as provas de todos. Não seria mais fácil estudar?

3 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns pelo Blog e as postagens que são muito boas e pertinentes.

Anônimo disse...

De certa forma você esta certo. Só tá um pouco exagerado. POrque voc~e não diz que esses mesmos professores são aqueles que não conseguem passar lá no Pernambuco, por exemplo.

Anônimo disse...

É a maispura verdade