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sábado, 7 de junho de 2008

CURIOSIDADE LINGUISTICA

SE JÁ LHE MANDARAM A PUTA QUE PARIU...Não fique triste vá. Fica em Minas Gerais.
Puta Que Pariu fica na cidade de Bela Vista de Minas, perto de João Monlevade.
Bela Vista, uma cidadezinha cercada de mato, no interior de Minas Gerais. Um dos bairros tem o nome de Puta que Pariu...! Acredite se quiser!
O município de Bela Vista de Minas foi criado pela Lei nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrando do município de Nova Era (New Era City), declarando naquele momento, às margens do Corrego do Onça a Independência de Bela Vista de Minas.
A cidade é divida em 7 bairros, Bela Vista de Cima, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, Favela, Puta que pariu que lugar é esse?, e Boca das Cobras (A Europa de Bela Vista).
AGORA, QUANDO ALGUÉM LHE MANDAR A PUTA QUE PARIU, NÃO TEM MAIS DESCULPAS, VOCÊ JA SABE ONDE FICA!!!!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

XENOFOBIA


XENOFOBIA


A uma década e meia atrás quando estava numa fila para fazer a inscrição para um daqueles concursos que o Tocantins oferecia para o quadro geral, diante de tantos supostos concorrentes, alguns me surpreenderam com o cheiro das declarações por eles repetidas com certa dose de descaso, carrancismo, intolerância e altas doses de presunção. Na ocasião apenas me releguei a dar de ombros, afinal todos estavam bastante estressados por ter que permanecer em pé no meio de uma turba de indivíduos sedentos por uma vaga no funcionalismo público tocantinense. A prova veio. Passei, meus amigos também, conhecidos idem, conterrâneos da mesma forma. E seis meses depois centenas, milhares de estrangeiros (nordestinos) aportaram no Estado logo depois de serem convocados a assumirem seus novos empregos, eram professores (na sua maioria) técnicos administrativos e sei lá o que tanto. Que o Tocantins é multicultural disso não tenho duvidas, negar que aqui o sol nasce para todos não podemos, que a livre iniciativa é ensejada e até permitida não se discute, que a justiça social é reinante, não tenho propriedade.
O mais assombroso é que os ecos daquelas palavras, continuam a ecoar, vez por outra, aqui e acolá, saindo das bocas escancaradas cheias de dentes, de velhos e jovens ressabiados com a quantidade de pernambucanos, paraibanos, cearenses e piauienses que, obtendo êxito, nos concursos aos quais se submetem, anos após anos, engordam as fileiras da máquina publica estatal, majoritariamente, dentro da secretária de educação e cultura fazendo dessa, a sua segunda terra natal, já que muitos casam e paulatinamente vêem seus filhos preterindo a buchada em detrimento do chambari. E porque então, alguns “moços” continuam a se perguntar: “Porque o governo não veta os concursos para os não tocantinenses?”. Ora, se da forma que está, fica a desejar, imagine se veladamente assim fosse feito. Onde estaria a educação do nosso estado? Talvez sequer figurasse entre os últimos. O bom de tudo isso, é que essa nuvem xenofobica, além de inerte, é algo limitado aquelas regiões onde o descalabro do desfavorecimento econômico, projeta um individuo, também pobre de espírito e que acaba por vingar um circulo vicioso no qual o despreparo e a acomodação gerada do apadrinhamento político o faz sentir-se injustiçado já que os “caciques” não mais (tanto quanto antes) conseguem fazer as provas de todos. Não seria mais fácil estudar?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pra que diários se não sei dançar?




Saber que tenho serias dificuldades em relação a atividades burocráticas isso já me é e a todos que convivo por demais notório, e até mesmo posto como, algo convencional, mas o fato é que, produzir diários, me tem sido super torturante, esses pequenos ossos do ofício são tão difíceis de engolir que me fazem perder o rumo de outras empreitadas bem mais profícuas e gratificantes e, é por esse motivo, creio que estou e estarei, a partir de agora a escrever, pois para fugir da tarefa de redigir os tão famigerados diários, me pego a relativismo de tanto e tantas coisas que o tempo esvai-se como que nem percebo a vida a correr e os compromissos a bater à porta. Toda essa perda de tempo me fez inclusive duvidar do quanto realmente, lecionar me é prazeroso, contudo, hoje eu sei que gosto da docência e o que me faz detestar os diários não são eles por se só, enquanto burocrática ferramenta de controle, mas o fato de, ao redigi-los, ter que os adequar à realidade estatística da qual todo professor deve se submeter-se caso não queira ser tachado de incompetente por não apresentar índices de aprovação superiores a no mínimo setenta por cento. Isso sim, é o que de fato me dá náuseas e me afasta dos diários. Pode parecer, uma justificativa um tanto quanto cínica para explicar atrasos de entrega de notas, mas essa é a mais pura verdade. A realidade dura e crua é que todo e qualquer Estado no qual a secretária de educação se encontra carente em não apresenta altas tachas de aprovação e aprendizagem para com isso justificar investimentos na área, compele os docentes a esticar de um lado e encolher do outro, quando estes deparam-se com as notas e o número de freqüência adequada ao índice que deverá ser sempre otimizado. Segue-se assim, a uma rotina cavalar de maquiagens onde aquele aluno turista acidental milagrosamente detém no mínimo a média e aquele outro, participativo apenas de corpo presente supostamente constrói seu conhecimento obtendo não apenas a presença mais também um ótimo conceito. Toda essa celeuma vai para os diários digitais ou não, que nos discursos ditos nos conselhos de classe entrecortados com chavões pedagógicos da moda e os nomes daqueles outros que são danados, ou hiperativos, que (sem querer entrar no mérito da questão), é outro nome para alunos mau comportados, mais que dentro do processo ensino e aprendizagem gloriosamente (Sim...É uma gloria) o professor psicólogo, sociólogo, pedagogo, pai e ator conseguiu a proeza de numa sala com, quase sempre, (Sim, porque do mesmo jeito que acredito que Deus existe também acredito em salas de aulas com menos de trinta alunos) mais de trinta alunos, apenas três no máximo, não conseguiram a aprovação. Fica evidente, que não podemos generalizar, o provão e o Enem estão aí, para tentar amenizar e levantar as mascaras, contudo em muitos estados, principalmente os do norte e nordeste como o Tocantins (Esse é campeão) e o Piauí, no baile do “Ensino e Aprendizagem” somente de mascaras que se pode dançar, isso ao som de grandes sucessos como aquele que fala de um tal de “Oprimido” e aquele outro com um refrão que todos repetem sem de fato saber definir e muito menos praticar, “Interdisciplinar”, “Contextualizar”. Como resultado, tem-se uma baita ressaca chamada de Enem que para tanto se toma um sal de frutas chamado de “Formação continuada”. Mas, como o dono do baile tem de ganhar dinheiro o baile segue seu ritmo alucinante todas as semanas, bimestres e semestres fincados em uma única prerrogativa, a de que quantidade é melhor que qualidade. Assim, como posso gostar de fazer diários se não gosto de “Bailes”?. Obs: O dono do Baile também é o dono do “Sal de frutas”

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Enrolação continuada_01


Tenho grande e aflitosa (se é que existe esta palavra) curiosidade em saber onde e quando, de fato, ocorre, ou tenha ocorrido, verdadeira e, como realmente é ou deva ser, uma formação continuada para professores no estado do Tocantins. Essa ância remonta a cerca de quase uma década atrás, tempo em que tive os primeiros contatos com tal prática que de pronto pareceu-me um tanto quanto promissora, necessária e profícua. Porém, com o passar dos bimestres, semestres e anos letivos regados a projetos, encontros, leituras, releituras, piagetianas e freirianas, em sua maioria, dentre outros ilustres, de tantas idas e vindas daquele principio de flores que, despertava arroubos pseudo-pedagógicos até nos mais céticos e calejados professores da velha guarda, desses que fogem do diário eletrônico como o diabo foge da cruz (se é que o diabo ainda o faz, se já o fez). Pus-me a admitir realmente carecer de dá ciência dos conhecimentos pedagógicos tão largamente citados tendo como base o déficit destes por ocasião da precariedade da formação a qual tive a sorte de ter agarrado numa fase de boa aventurança, lá na minha terra seca saudosa, para poder fazer frente às discussões que, invariavelmente teimavam em “esclarecer” o quanto os professores tem culpa no cartório, a autonomia da escola, a interdisciplinaridade, o ensino-aprendisagem e/ou ensino e aprendizagem, etc...etc... E tal. O tempo passou e a poupança Bamerindus não continuou numa boa (creio mesmo que o banco nem exista mais). Mas e, mais ainda, os discursos continuaram os mesmos, os diretores se revezam gestando o que lhe cabem fazer de acordo com o deputado da vez, os coordenadores tocam os sinos (eletrônicos, em alguns casos) e fazem cartazes, os alunos aumentam os índices (de aprovação, em relação à escola e reprovação em relação ao Enem), os supervisores visitam a U.E.(observando), os técnicos falam de Freire e fazem dinâmicas com a música de Almir Sater (aquela na qual ele já teve pressa), no dia “D” da leitura se lê, os projetos pipocam dos PPP”s, todos avaliam todos e tudo, a lanterna continua acesa e os professores, infelizes, continuam culpados. Mas, tem nada não, baião-de-dois!!! Depois de tanta leitura, galinhada (sem milho verde) e bolachas pedagógicas, de peito aberto, podemos nos vangloriar. Pois, de todos os neologismos que andam por ai (pra não dizer que não falei do “creeuuu”) na moda e que teve sua gênese no meio pedagógico (até porque se tem uma coisa que o Tocantins mais produz, essa coisa é o pedagogo – Benza-me Deus!) um é nosso, e ninguém tasca, do aluno à diretora todos sabem e, seja aos sussurros ou às gargalhas, todos entendem quando mais uma “enrolação continuada” irá acontecer. Contudo, a grande questão e unânime querência é: Quando e onde, no Tocantins elas pararão de ocorrer? Da forma que ainda ocorrem? Quem se habilita?