
Tenho grande e aflitosa (se é que existe esta palavra) curiosidade em saber onde e quando, de fato, ocorre, ou tenha ocorrido, verdadeira e, como realmente é ou deva ser, uma formação continuada para professores no estado do Tocantins. Essa ância remonta a cerca de quase uma década atrás, tempo em que tive os primeiros contatos com tal prática que de pronto pareceu-me um tanto quanto promissora, necessária e profícua. Porém, com o passar dos bimestres, semestres e anos letivos regados a projetos, encontros, leituras, releituras, piagetianas e freirianas, em sua maioria, dentre outros ilustres, de tantas idas e vindas daquele principio de flores que, despertava arroubos pseudo-pedagógicos até nos mais céticos e calejados professores da velha guarda, desses que fogem do diário eletrônico como o diabo foge da cruz (se é que o diabo ainda o faz, se já o fez). Pus-me a admitir realmente carecer de dá ciência dos conhecimentos pedagógicos tão largamente citados tendo como base o déficit destes por ocasião da precariedade da formação a qual tive a sorte de ter agarrado numa fase de boa aventurança, lá na minha terra seca saudosa, para poder fazer frente às discussões que, invariavelmente teimavam em “esclarecer” o quanto os professores tem culpa no cartório, a autonomia da escola, a interdisciplinaridade, o ensino-aprendisagem e/ou ensino e aprendizagem, etc...etc... E tal. O tempo passou e a poupança Bamerindus não continuou numa boa (creio mesmo que o banco nem exista mais). Mas e, mais ainda, os discursos continuaram os mesmos, os diretores se revezam gestando o que lhe cabem fazer de acordo com o deputado da vez, os coordenadores tocam os sinos (eletrônicos, em alguns casos) e fazem cartazes, os alunos aumentam os índices (de aprovação, em relação à escola e reprovação em relação ao Enem), os supervisores visitam a U.E.(observando), os técnicos falam de Freire e fazem dinâmicas com a música de Almir Sater (aquela na qual ele já teve pressa), no dia “D” da leitura se lê, os projetos pipocam dos PPP”s, todos avaliam todos e tudo, a lanterna continua acesa e os professores, infelizes, continuam culpados. Mas, tem nada não, baião-de-dois!!! Depois de tanta leitura, galinhada (sem milho verde) e bolachas pedagógicas, de peito aberto, podemos nos vangloriar. Pois, de todos os neologismos que andam por ai (pra não dizer que não falei do “creeuuu”) na moda e que teve sua gênese no meio pedagógico (até porque se tem uma coisa que o Tocantins mais produz, essa coisa é o pedagogo – Benza-me Deus!) um é nosso, e ninguém tasca, do aluno à diretora todos sabem e, seja aos sussurros ou às gargalhas, todos entendem quando mais uma “enrolação continuada” irá acontecer. Contudo, a grande questão e unânime querência é: Quando e onde, no Tocantins elas pararão de ocorrer? Da forma que ainda ocorrem? Quem se habilita?